
A vida é como um céu,
Muda a cada instante.
Tem dias que o sol se mostra,
Imponente, dominador.
Muda o estado de espírito de tudo que toca,
E sempre pra melhor.
Acaba com o frio de objetos
Animados e inanimados.
Na vida,
Um momento nunca é igual a outro,
Há dias em que somos acordados pelo próprio sorriso.
O amplo conceito de felicidade dentro dum só ser,
Não nos contemos diante da ausência de problemas.
Ou da divina capacidade de ignorá-los.
Como o sol neutraliza a frieza da água dos rios,
O sorriso aquece o coração.
Outros dias, porém, o sol não aparece,
Nuvens negras o impedem de incidir sobre a terra,
Tudo fica frio, escuro,
O sorriso fica escondido
Como a luz quando noite é.
Não há motivos pra sorrir,
E os motivos pra não sorrir
Assumem formas gigantescas.
Agora em mim não faz sol,
É um dia sem sorriso,
Um dia com motivos para não sorrir.
E o meu coração,
Sem calor,
Mergulha na escuridão.
O tempo passa devagar.
Distraio-me pensando numa esperança estúpida:
Talvez já seja noite,
Amanhã o sol vai me resgatar.
O tempo continua passando devagar.
Um mês depois finalmente fecho os olhos,
Pois a vida é assim,
Uma hora tem que acabar,
E chegou a hora,
E esse é o fim.
O fim do amor,
O fim do sorriso,
O fim do sol.
Um fim conclusivo,
Sem reticências.